não pagos
Brumadinho pode receber milhões de reais em valor cobrado da Vale por royalties não pagos
Município aparece entre as cidades mineiras beneficiadas por cobrança da ANM que questiona diferenças no recolhimento da Cfem pela mineradora
Publicado em
06/08/2026 às 16:00
Atualizado em
O município de Brumadinho está entre as cidades de Minas Gerais que podem receber recursos após uma cobrança bilionária feita pela Agência Nacional de Mineração (ANM) contra a Vale.
A ação envolve valores referentes a diferenças no pagamento da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), conhecida como royalty da mineração.
De acordo com os cálculos apresentados, Brumadinho poderá receber R$ 26.220.544,27 em valores individuais. Além disso, o município também participa de uma divisão de recursos com Sarzedo, em um montante de R$ 31.212.631,95. Somados, os valores relacionados à cidade podem ultrapassar R$ 57 milhões, caso a cobrança seja confirmada.
A cobrança foi publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira, 05, e faz parte de um processo em que a ANM reivindica da Vale um total de R$ 17,7 bilhões em royalties não pagos. Desse montante, R$ 5,4 bilhões estão relacionados às operações da mineradora em Minas Gerais.
Segundo a agência reguladora, as diferenças no recolhimento da Cfem foram identificadas entre novembro de 2017 e dezembro de 2022. A ANM afirma que a empresa teria exportado minério de ferro para uma subsidiária na Suíça por valores inferiores aos pagos pelo consumidor final, reduzindo o faturamento registrado no Brasil e, consequentemente, o valor dos royalties recolhidos.
Os valores ainda podem ser contestados pela Vale nas esferas administrativa e judicial. Após a notificação, a empresa tem prazo para realizar o pagamento, solicitar parcelamento ou apresentar defesa.
Em comunicado enviado a investidores, a mineradora afirmou que realiza regularmente o recolhimento da Cfem conforme as normas aplicáveis e declarou que considera as cobranças improcedentes, informando que irá se manifestar junto às autoridades competentes.
Além de Brumadinho, outros municípios mineradores de Minas Gerais também estão incluídos na cobrança:
- Itabira: R$ 822.627.649,02;
- Nova Lima: R$ 460.852.141,61;
- Mariana: R$ 449.466.698,05;
- São Gonçalo do Rio Abaixo: R$ 399.779.301,79;
- Brumadinho: R$ 26.220.544,27;
- Santa Bárbara: R$ 3.480.491,14;
- Rio Piracicaba: R$ 2.429.054,92;
- Barão de Cocais: R$ 781.645,91.
Também há valores compartilhados entre municípios:
- Itabirito e Nova Lima: R$ 722.060.708,29;
- Catas Altas e Mariana: R$ 184.439.592,34;
- Congonhas e Ouro Preto: R$ 117.681.323,88;
- Brumadinho e Sarzedo: R$ 31.212.631,95;
- São Gonçalo do Rio Abaixo e Barão de Cocais: R$ 15.053.351,22.
Fonte: André Vince
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