EM EVIDÊNCIA
Brumadinho reforça papel da memória em discussão sobre os rumos da mineração
Painel realizado durante a EXPOSIBRAM 2026 abordou a necessidade de transformar a tragédia em aprendizado para o setor mineral
Publicado em 28/08/2026 às 14:15
A tragédia provocada pelo rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, voltou ao centro das discussões sobre o futuro da mineração durante a EXPOSIBRAM 2026.
No painel “Território de Memória: Brumadinho e os futuros da mineração” reuniu representantes ligados ao Memorial de Brumadinho para tratar da preservação da memória e dos caminhos para evitar que episódios semelhantes voltem a acontecer.
A atividade abordou a necessidade de manter vivas as histórias das vítimas e de construir uma memória permanente sobre o rompimento. A proposta é que a lembrança da tragédia contribua para a prevenção e para a não repetição de novos acontecimentos dessa natureza.
Durante o painel, Edi Aparecida Tavares Pinto, diretora da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão (AVABRUM), falou sobre o significado do Memorial de Brumadinho para os familiares e para a preservação da trajetória das vítimas.
Segundo Edi, o espaço foi criado para preservar nomes e histórias e garantir dignidade e pertencimento às pessoas afetadas. Ela também defendeu que integrantes do setor mineral conheçam o Memorial como forma de entrar em contato com a história da tragédia e reforçar a importância de colocar a vida em primeiro lugar.
A gestora museológica da Fundação Memorial de Brumadinho, Pauline Araújo, apresentou outra perspectiva sobre o espaço ao relacioná-lo aos chamados lugares de memória. Esses locais ganharam destaque especialmente a partir do século XX, com a finalidade de preservar e elaborar lembranças de guerras, violações de direitos humanos e outros acontecimentos traumáticos.
Para Pauline, a existência desses espaços representa uma maneira de a sociedade enfrentar seus próprios traumas e também contribui para a formação de uma cultura baseada no respeito aos direitos humanos.
A relação entre memória e os atuais desafios da mineração também foi destacada por Fabíola Moulin, diretora-presidente da Fundação Memorial de Brumadinho. Para ela, é necessário manter aberto o diálogo sobre o passado e o futuro do setor, além de reafirmar publicamente compromissos relacionados à responsabilidade.
Fabíola também apontou mudanças estratégicas pelas quais passa a mineração, com destaque para terras raras, minerais críticos, transição energética e neoindustrialização. Nesse contexto, segundo ela, o Brasil precisa refletir sobre o modelo de mineração que pretende construir depois das tragédias de Mariana e Brumadinho.
Fonte: André Vince
Participe do grupo do Portal da Cidade no WhatsApp
Participe do canal do Portal da Cidade no Telegram
Notícias relacionadas
Copasa alerta para possível intermitência no abastecimento de água em Brumadinho
28/08/2026 às 12:00
Memorial Brumadinho promove formação gratuita para professores em setembro
27/08/2026 às 16:00
Eclipse lunar parcial poderá ser observado em Brumadinho entre quinta e sexta
27/08/2026 às 13:15
Ibram cita crescimento econômico de Brumadinho em pedido para encerrar auxílio da Vale
27/08/2026 às 12:00
Inmet coloca Brumadinho e região em alerta para tempestades com risco de granizo
27/08/2026 às 10:30
Concurso de desenho “Brumadinho em Traços” tem inscrições abertas
26/08/2026 às 15:15