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Caso Brumadinho: R$ 37,8 milhões já foram solicitados para ações em sete parques nacionais

Projeto G7 Parques registra novos investimentos em infraestrutura, equipamentos, combate a incêndios e regularização fundiária

Publicado em 18/09/2026 às 10:30

Dados constam no 6º Relatório Trimestral de Atividades (Foto: ICMbio)

O Projeto G7 Parques alcançou R$ 37,8 milhões em solicitações de recursos para ações de estruturação, proteção ambiental e incentivo ao turismo sustentável em sete parques nacionais de Minas Gerais. Os dados constam no 6º Relatório Trimestral de Atividades, analisado pelo Ministério Público Federal (MPF).

O balanço mostra a evolução das ações previstas para as unidades de conservação. Somente no período mais recente, foram registradas R$ 21 milhões em novas solicitações financeiras. Desse total, R$ 18,95 milhões correspondem à organização de contratos de engenharia sob demanda, voltados à manutenção e reforma das estruturas dos parques.

A medida busca garantir a continuidade dos serviços de conservação das instalações e oferecer condições adequadas para as equipes que atuam em campo e para os visitantes.

Entre as ações em andamento está o desenvolvimento do projeto arquitetônico do novo Centro de Visitantes do Parque Nacional da Serra do Cipó. No Parque Nacional Grande Sertão Veredas, começou a contratação para a construção de duas pontes, sobre os rios Preto e Carinhanha.

Na Serra da Canastra, estão sendo realizadas reformas na base de brigadistas, além da implantação de biodigestores sanitários. Já no Parque Nacional da Serra do Gandarela, teve início o projeto para instalação de armadilhas fotográficas destinadas ao acompanhamento do fluxo de visitantes e à gestão do uso turístico.

Novos equipamentos

O projeto também prevê reforço na estrutura utilizada para segurança e combate a incêndios florestais. O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu recebeu três quadriciclos, enquanto o Parque Nacional do Caparaó teve duas caminhonetes 4x4 adquiridas.

Também foram comprados drones equipados com câmeras térmicas, que serão utilizados como apoio às patrulhas.

Outra frente de trabalho envolve a regularização fundiária. Os serviços de georreferenciamento e medição de propriedades rurais avançaram nos parques nacionais Cavernas do Peruaçu e Serra da Canastra, contribuindo para a definição precisa dos limites das áreas e para os processos de regularização.

O G7 Parques surgiu a partir de uma decisão da Justiça Federal, com anuência do MPF, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A iniciativa transforma multas ambientais aplicadas à mineradora Vale em investimentos voltados à preservação ecológica. A execução é realizada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Vale.

O plano de trabalho estabelece um aporte inicial de R$ 66 milhões durante três anos para os parques nacionais do Caparaó, Cavernas do Peruaçu, Grande Sertão Veredas, Sempre-Vivas, Serra da Canastra, Serra do Cipó e Serra do Gandarela.

O MPF acompanha o desenvolvimento das etapas previstas no projeto para verificar a aplicação dos recursos e a execução das ações destinadas às unidades de conservação.

Fonte: André Vince

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