Portal da Cidade Brumadinho

TEMA POLÊMICO

Lideranças falam sobre redução e possível fim do PTR em Brumadinho

Silas Fialho e Camila Moreira destacam as principais reivindicações após manifestação

Publicado em 13/11/2024 às 12:00

Anúncio da redução dos valores foi feito pela FGV (Foto: Redes Sociais)

Nesta terça-feira, centenas de brumadinhenses se manifestaram contra a redução do Programa de Transferência de Renda (PTR). Após o ato, lideranças do movimento falaram sobre as principais reivindicações e a insatisfação quanto à condução das indenizações e o anúncio de redução feito pela FGV a partir de 2025.

Silas Fialho, uma das principais lideranças dos atingidos de Brumadinho, afirmou que o ato resultou em vários questionamentos, entre eles a cobrança de um estudo detalhado sobre os impactos causados na cidade pelo rompimento da barragem.

“Que se tem uma audiência pública na Assembleia para escutar todos os atores envolvidos, nós atingidos, comissões, assessoria técnica, instituições de justiça, a própria FGV e o Estado de Minas Gerais, para debatermos os impactos dessa redução ao longo prazo, a partir de março, dentro da própria economia da cidade de Brumadinho e das outras cidades atingidas pelo rompimento da barragem. E também na economia de cada atingido porque tem muitas pessoas que hoje, infelizmente, devido ao adoecimento mental e adoecimento físico, dependem desse auxílio, dessa parte desse auxílio para sobreviver”, destacou Silas.

Camila Moreira, outra liderança do movimento, destacou esta redução no pagamento pode ter graves consequências à população de Brumadinho. “É preciso debater o impacto dessa redução a partir de março, causando o sofrimento financeiro da própria economia da cidade”, disse.

Camila ainda acrescentou que é necessária a participação do Governo Federal neste processo: “Devido ao acordo de Mariana, pedimos também a intervenção do Governo Federal, pois o Governo Federal foi fundamental no acordo de Mariana”.


Para Silas, é preciso um estudo mais aprofundado e a suspensão da redução a partir de março até que se tenha todas as definições e informações claras aos atingidos. Ele cobrou ainda que os reais impactos causados à cidade sejam esclarecidos:

“A gente quer o estudo dos impactos que o rompimento tem com relacionado às cidades, principalmente a contaminação de água, de solo, de ar, do Rio Paraopeba e do impacto econômico na vida de cada atingido pós-tragédia, uma vez que a reparação ainda não chegou diretamente na cidade, uma vez que as indenizações não foram pagas para todas as pessoas”, pontuou.

Fonte: André Vince

Participe do grupo do Portal da Cidade no WhatsApp